Mentiu pra si mesma

Você acabou por fingir um “Adeus” falso. E seguiu fingindo que o mundo não desabava por cima deste teu corpo frágil. Aquele teu “adeus” que pareceu tão prudente e parecia que já dominavas tão bem a lei do desapego.
– Tudo bem… É, tudo bem! Mas quem te conheceu afundo sabia que tudo aquilo era efêmero. Você ousou por permanecer agarrada a um “tudo bem” que nunca nem esteve. Seguiu mais uma vez presa às palavras não ditas e desgastando cada parcela de um sentimento que ainda te era forte e bonito, que tinha forças suficiente para suportar qualquer peso. Incluindo o nosso. Recordo-me da exuberância do teu ego que te dominava por inteira. Recordo de todas as vezes que te via saltitando uma felicidade forçada. Suportei-te percebendo que eu merecia sensações melhores. Todavia, permaneci tão minha e completamente plena. E hoje ao contrário de você… Eu já não sou aquela ferida que o tempo não teve tempo de curar. Sua máscara caiu e em você restou fragmentos de um coração vazio, tirano e distorcido. Mas o amor é isto… Sólido no seu perfeito estado físico e líquido quando afoga e por vezes arranha, outras vezes corta.

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