O desamor tem dessas coisas

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Já era tarde quando o porteiro observou a chegada dele com a sua mais nova companhia, a vizinha percebeu que aquela voz também era nova por ali. Por vez… Ele acordou ao lado de mais uma estranha. Os raios de luz que saiam da janela despertou uma dor de cabeça que provavelmente o acompanharia ao longo do dia. Levantou-se daquela cama com um olhar de descontentamento. Naquela típica segunda-feira registrou-se mais um atraso para o trabalho. Saiu com o odor da boca impregnada pelo álcool da “atrativa” noite passada. Invadiu aquele trânsito que já se encontrava aglomerado. Fim de expediente ele retornou para aquele ambiente ao qual chamaria de casa, carregando consigo todas as lembranças que o ainda possuía. Recordações de uma vida pacata demais para ter sido desfrutada por ele. Mas que se acabou e o deixou como um mero órfão no mundo. Passou a querer lutar contra todas as suas lembranças, deixou-o ser mais um homem a se apegar pela rotina dia após dia. Aquele que se agarrava aos braços de experiências desconhecidas e totalmente incompletas. Só para achar que preenchia um vazio que se tornaria mais incurável. O mesmo vazio que acabava por tirar sua lucidez, que pesava a sua existência e seu comportamento com o presente. De um passado não tão distante que se denominava com o nome de mulher. Uma mulher que parecia viver sem sentidos. Ou que nem vive mais… Assim como ele! Naquele dilema… eram dois compatíveis sem mais nenhum encaixe.

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