Um tiro à queima-roupa

A cada novo dia, ela olhava para o marido ao seu lado e se imaginava sem ele. E diante daquele exercício mental matinal a fazia acordar sempre com sentimentos de amor renovados, porque imaginar-se sem ele era torturante demais para ela.

A cada mulher nova que passava, o marido dela observava com olhares de desejo. Chegava a sua casa… Via sua mulher e pensava que teria que conviver com aquela cena para o resto de sua vida e sentia aquilo como se fosse uma obrigação ou como uma rotina tediosa demais para suportar por um longo período. Em consequência desse comportamento dele foi destruindo pouco a pouco o seu casamento e acabaram se divorciando.

Separados, ela acabou por superar os fatos mais rápido do que imaginava, é que aquele exercício mental a tinha treinado psicologicamente para o pior. Enquanto ele passou a sofrer pelo caos que ele por si mesmo provocou: sentiu falta daquele pilar e daquela rotina que ele intitulava como “insuportável” e acabou se autodestruindo.

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