Quero escrever movimento puro

Veja só, onde paramos. Sua obsessão por mim me deixou sem princípios. Éramos eu e você na praça de alimentação do shopping, até alguns meses atrás, pensando em quais sanduíches escolheríamos. Mas, o infortúnio se instalou em nós. Os opostos se atraem e se destroem. Nada de amigos, não é? Acabamos com a lealdade de outrora e hoje somos mal vistos até por nós mesmos. Corroemos nossas dúvidas sacanas num voluptuoso fim. E agora que sabemos como funcionamos a sós, não podemos bloquear nossos caminhos… Escrevo essa carta, querido, para lhe alertar que sinto falta das brincadeiras inocentes do nosso passado ingênuo. Apenas quero que não deixe o nosso futuro adulto empobrecer sem a amizade e o respeito leal que tivemos, tudo por conta de umas divergências de jovens insanos. O fato é que, não devemos guardar rancores. E devido a isso, faz bem deixar fluir para fora a tristeza através das lágrimas. Outro dia eu li algo que dizia mais ou menos assim : “É preciso aceitar as mudanças, independente dos dramas, frustrações, sonhos impossíveis que cultivamos no nosso pensamento. A vida é um desenrolar-se. E constatar isso, após tanto vazio e confusão mental, é tão aprazível quanto o respirar livre e calmo após o choro recém vivido. A verdade é que devemos experimentar a calma pós-pranto… Haverá de confirmar! E uma ficha – dessas que demoram a cair, mas sempre caem em algum instante – é que: baseado em dores reais, isso é viver.

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